Palavra do Presidente

O AVIVAMENTO QUE PRECISAMOS

A base do avivamento está em duas atitudes: oração e obediência a Palavra de Deus. Se orarmos a Deus, em todo o tempo, e se os nossos ouvidos estiverem atentos a sua Palavra para a obedecermos, o avivamento virá a nossa vida e, com toda certeza, a vida de quem estiver ao nosso redor. A oração é um ato de relacionamento com o Senhor Jesus que cresce à medida que nos dedicamos a ela; pode-se compará-la a uma pequena planta que todos os dias cultivada e cuidada, cresce até se tornar uma árvore. O crescimento diz respeito à qualidade da relação com o Senhor, pois, quanto mais íntimo se é de Deus, mais saberemos como convém conversar com Ele, suplicar, clamar e agradecê-Lo.

A Palavra nos dá a conhecer a vontade do Senhor, dando-nos, desse modo, a direção de como orar dentro do Seu querer. No entanto, ainda assim não se saberá orar como convém, tal a sujeição da vontade humana às circunstâncias da vida. Nesse ponto, porém, o Espírito Santo intercede por nós, e com gemidos inexprimíveis, Rm 8.26.

Em verdade, o Espírito Santo nos assiste em nossas fraquezas, e “graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis”, e essas misericórdias se “renovam a cada manhã”, Lm 3.22,23.

É exclusivamente pela graça do Senhor que experimentamos a renovação. O salmista orou: “Segundo a tua benignidade, vivifica-me; e desse modo vivificado, guardarei o testemunho da tua boca”, Sl 119.88.

Uma vez com o coração avivado pela presença do Senhor, seremos capazes de guardar as Suas palavras. Aliás, não se pode esquecer de que se alguém ama ao Senhor guardará a Sua palavra, e dEle será a Sua morada. O Pai o amará, “nós viremos a ele e faremos nele morada”, Jo 14.23.

Muito se diz sobre o que realmente é um verdadeiro avivamento bíblico. Pode-se ter uma noção básica a partir da história do povo de Israel, quando seus profetas, alguns reis e sacerdotes, mediante a meditação do livro da lei do Senhor, promoviam o retorno do povo de seus maus caminhos, principalmente dos da idolatria, para adorarem o verdadeiro Deus. Esse avivamento se caracterizava pela busca e adoração a Deus após o povo se arrepender de seus pecados pela exposição da Palavra do Senhor.  E, eles sabiam que era pela misericórdia e amor que Deus dispensava a Sua graça, como os filhos de Coré cantavam: “Acaso não nos trará de volta a vida, a fim de que o teu povo se alegre em ti?”, Sl 85.6; e de igual modo, o profeta Jeremias: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”, Jr 31.3.

Entendemos que a leitura sincera da Palavra nos leva ao conhecimento do Senhor, fazendo, sobretudo, conhecer melhor nosso coração diante da Sua santidade, Sua presença, Sua alegria, nos constrangendo ao arrependimento. Arrependimento que, sendo sincero, produzirá transformações nas nossas vidas.

A promessa do Senhor é tornar a vida estéril em pastos verdejantes, em rios que correm abundantemente. Tal vida produz a virtude de transpor muralhas, vales, romper para frente passando incólume pelas crises.

Seja conosco o mesmo que aconteceu aos discípulos, quando ameaçados pelas autoridades de Israel e coagidos a não mais pregarem e ensinarem a respeito de Jesus, que se reuniram para orar a respeito, e “tendo orado, tremeu o lugar...; todos ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus”, At 4.31.

 

Pr. Valdomiro Pereira da Silva